Guilherme Macalossi

05/12/2016 às 15:41 - Atualizado em 05/12/2016 às 15:46

Thomas Giulliano afirma que a pedagogia de Paulo Freire é sinônimo de tirania

Thomas Giulliano vem desenvolvendo um trabalho meritório no campo educacional. Um de seus cursos, sobre Paulo Freire, vai virar livro. A obra pretende desconstruir o mito que é considerado patrono da educação nacional. Para tanto, Giulliano convocou um time de craques, incluindo Percival Puggina e Clístenes Hafner Fernandes, que vão explorar as facetas de Paulo Freire, bem como sua influência em diversos campos.

Para viabilizar a obra, foi montada uma campanha de arrecadação de recursos e lançado um site oficial. Na entrevista que fiz com Giulliano, tratamos disso e de alguns aspectos do conteúdo do livro. 

Clique aqui para comprar

Confira a íntegra da entrevista:

05/12/2016 às 03:19 - Atualizado em 05/12/2016 às 15:44

Manu no maravilhoso mundo do comunismo

Manuela D'Ávilla começou a carreira dizendo "E ai, beleza?" nas suas primeiras propagandas como candidata a vereadora de Porto Alegre, lá no ano de 2004. Sorridente e descolada, a moça tentava emprestar leveza ao trambolho político que era se apresentar como militante comunista do PCdoB. Fez sucesso e saiu vitoriosa, fazendo carreira também na Câmara Federal, em Brasília. Para isso contou com a massa de esquerdistas residentes na capital gaúcha, pródiga em eleger petistas e congêneres adoradores da estatolatria e do dirigismo governamental.

No artigo "Os insuporto-alegrenses", meus amigo, o redator Matheus Colombo Mendes, descreveu esse tipo de gente que se avoluma na cidade baixa, no DCE da UFRGS e outros ambientes intelectualmente insalubres: 

"Conhecidos também como “SOCIALISTAS DE IPHONE”, normalmente defendem todo tipo de atraso e retrocesso mas são a favor de avanços e benesses que lhes beneficiam. Vocês são a favor do desarmamento, mas não abrem mão de seguranças particulares em seus condomínios; amam Fidel Castro, mas não deixam de ter quantas refeições fartas por dia quiserem; idolatram Hugo Chávez, mas não deixam de usar papel higiênico (admiram Lula, mas não perderam a virgindade com cabritas...). Vocês vivem de criticar a classe média e o empresariado, fazendo de conta que não são esses “opressores” que sustentam vocês, seja comprando as porcarias de seus jornais, seja com os impostos que pagam os salários dos funcionários públicos e professores universitários (os três grupos que mais fornecem integrantes ao insuportoalegrismo)."

Manuela encontrou ali a base de seu eleitorado. Inegavelmente ela conseguiu se apresentar como a cara da esquerda jovem e descoladinha. Aquela preocupada com a linguagem ofensiva, com a libertação sexual, com mundo verde e outras esparrelas politicamente-corretas.

Nessa semana, Manuela postou em sua página oficial no Facebook um vídeo onde tinha a pretensão de fazer graça com críticos de sua ideologia. O motivo foi a morte de Fidel Castro. A quantidade de besteiras que proferiu fez com a única piada que despertasse gargalhadas fosse ela mesma, ainda que de uma forma um tanto involuntária, o que apenas contribuiu para a sensação de vergonha alheia que a filmagem desperta. 

Aquele ar blasé, algo debochado, vinha somado a disparates históricos como a informação de que os soviéticos inventaram o celular. No meu Facebook comentei:

"Pela falta de qualquer informação que não seja oficial, o povo da Coreia do Norte acredita piamente que Kim Jong-II nasceu de forma sobrenatural, tendo tal fato modificado as estações do ano. É uma crença nascida da ignorância induzida pelo regime comunista. No Brasil, onde existe liberdade de qualquer informação, a também comunista Manuela acredita piamente que foram os soviéticos que desenvolveram o celular. Essa crença é diferente da outra: é aquela nascida do livre arbítrio pela estupidez. E pensar que a moça palestra em escolas."

Não é de hoje que os comunistas como Manuela tentam salvar o comunismo da realidade. Ela não mencionou no Facebook, mas aqui vão duas invenções soviéticas genuínas: o Gulag, posteriormente copiado pelos Nazistas e rebatizado de Campo de Concentração, e o Holodomor, o assassinato por meio da fome em escala industrial, igualmente copiado por outras ditaduras vermelhas ao redor do mundo. O celular e a chapinha para cabelo, utensílios por ela utilizados, foi o maldito capitalismo quem criou.

No mais, o restante do vídeo consistiu na repetição de mentiras como os indicadores sociais cubanos e outras falácias disseminadas pela mídia simpática ao ditador caribenho, tudo na tentativa de mostrar um outro lado que não aquele do tirano que mandava adversários e ex-aliados para o paredón. Em suma, aquela velha mania esquerdista de engrandecer supostos méritos e relativizar crimes. Imaginem um nazista dizendo que sim, Hitler matou uma porção de judeus, mas que por outro lado fez a Alemanha crescer economicamente.

Em 2015, Manuela esteve em Nova York para fazer o enxoval de seu bebê. Passou voando por cima de Cuba, a Disney da esquerda, e mergulhou de cabeça no consumismo da capital do imperialismo Ianque. Este escriba espera ansiosamente um próximo vídeo de Manuela, a Rosa Luxemburgo da Times Square. Quem sabe nele ela nos mostre as características auspiciosas da Revolução Cultural Chinesa, ou a versão cor-de-rosa do Khmer Vermelho.

28/11/2016 às 17:04 - Atualizado em 28/11/2016 às 17:10

Bibliografia mínima sobre a tragédia comunista em Cuba

Muito do que é dito por ai sobre Cuba não passa de propaganda pautada pelo próprio regime por meio de seus esbirros na imprensa ocidental. A verdade é que Fidel Castro e sua pletora de seguidores sempre contou com farto serviço de relações públicas ofertado gratuitamente pelos meios de comunicação, pelas celebridades e pela academia. Para fugir da hegemonia, é sempre bom recorrer a algumas leituras de livros. Me permito citar alguns que conjugem leitura fácil e informações fidedignas:

Cuba, a tragédia da utopia - Livro de autoria do escritor Percival Puggina, que faz um relato de sua viagem a ilha prisão de Fidel Castro e seu contato com os seus opositores.

A ilha roubada - Depoimento da professora e blogueira cubana Yoani Sánchez ao jornalista brasileiro Sandro Vaia sobre o cotidiano da população submetida aos controles de um regime ditatorial.

Fidel: o tirano mais amado do mundo - O jornalista e comentarista político Humberto Fontova desnuda o mito de Fidel Castro que erigido pela midia mainstream e pela academia.

A face oculta de Fidel Castro - O relato de Juan Reinaldo Sánchez, guarda-costas particular de Fidel, mostra a vida de luxo e ostentação de um falso defensor dos pobres.

O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram - Também de Humberto Fontova, esse livro é um relato da influência perversa de um dos principais e mais sanguinários aliados de Fidel Castro

Os dois primeiros são difícieis de achar, mas os outros três continuam em catálogo e podem ser úteis se você for uma pobre vítima da mistificação difundida por ai.



 

28/11/2016 às 16:34

Eu comemorei a morte de Fidel Castro

Tão logo se deu a notícia da morte de Fidel Castro, cubanos exilados na Flórida saíram nas cidades americanas comemorando o fim da vida tardio de que impôs a precipitação da vida de outros tantos. Ainda que distante, ainda que fora da realidade dessa gente, vibrei junto.

Veja só: Houve quem desaprovasse a atitude dos cubanos exilados, vendo na felicidade das vítimas a característica de seu algoz: o desprezo pela vida humana.

A verdade é que comemorar a morte de um genocida não tem nada errado. É uma reação de desafogo e de protesto daqueles que por ele foram profundamente afetados. Ou alguém ai condenaria um judeu por sorrir ao saber da morte de Hitler?

O pundonor farsesco dessa gente é apenas característico de uma época estranha, onde nos inserimos no contexto do império do relativismo moral. É absolutamente lícito, razoável e humano ficar feliz porque Castro, o assassino de centenas de milhares de cubanos, morreu. A psicopatia esta cabeça de quem lhe presta tributo com o luto.

28/11/2016 às 15:56 - Atualizado em 28/11/2016 às 16:03

Fidel Castro venceu e viu o comunismo dar certo, para ele

Fidel Castro morreu, mas seu legado moral continua vivo. E pode ser visto de forma bem nítida nas reações da comunidade internacional, no falatório dos bem pensantes e na cobertura da mídia. Humberto Fontova estava certo quando disse que ele era o tirano mais amado do mundo. Raras vezes tantos se comoveram diante da morte de um criminoso serial, de um psicopata imbuído de plenos poderes, de um genocida tão eficiente no seu controle político do terror que criou o regime totalitário mais longevo em atividade.

Durante o final de semana, vi muitas pessoas debochando que Fidel havia morrido sem ver o comunismo dar certo. Todas elas estão erradas, já que partem da perspectiva de que o comunismo se restringe a um mero sistema econômico. Ele não é. Sim, é verdade que os cubanos, assim como os chineses na época de Mao e os norte-coreanos até hoje, sofreram e sofrem com as privações inerentes a destruição da propriedade privada, a restrição de liberdades individuais, dentre outras condições fundamentais para o desenvolvimento. Só que esse é o resultado deliberado do comunismo, não um desvio, não um erro de conduta. Se há uma boa definição para ele é a seguinte: trata-se de uma arma de destruição em massa camuflada pelo idealismo bem intencionado.

E exatamente por resultar em tantas mortes, em tanta opressão e tanta miséria, é que ele dá certo. Contraposto a isso, na medida em que tantos sofrem, outros poucos se locupletam. Fidel Castro era um homem de posses, a começar pela ilha que passou a tratar como sua. Tinha uma fortuna, colhida a partir da exploração dos pobres operários que ele clamava defender.

Controle político total conjunto ao sucesso financeiro particular e admiração irrestrita de quem vivia bem longe de seus domínios. Morreu de velho, cercado por lacaios que seguirão seu legado de horror. Outros ditadores, como Mussolini, não tiveram sorte. O colega italiano terminou linchado pela população e exposto em praça pública pendurado em um poste.  Fidel, por outro lado, passou seus últimos dias em berço esplêndido, cercado por profissionais médicos de alto gabarito que lhe prestavam serviço particular em alguma mansão exclusiva.

Enquanto isso, seus conterrâneos empobrecidos eram obrigados a simular o luto oficial e a consternação fingida sob pena de verem cair sobre eles a fúria dos agentes da ditadura.  No resto do mundo, alheio a realidade dos cubanos, mas inserido na eficiência da máquina de propaganda esquerdista, os idiotas úteis, os criminosos intelectuais e os líderes covardes do mundo livre se irmanavam em um pesar deslumbrado que homenageava a desumanidade. Quem há de negar que Fidel venceu?

Guilherme Macalossi é formado em direito pela UCS e estuda jornalismo na Unisinos. Além de editor do portal Sul Connection é apresentador do programa Confronto, na Rádio Sonora FM. Escreve para jornais locais, além de ser articulista do Instituto Liberal do Rio de Janeiro. É colaborador da agência Critério, Inteligência em Conteúdo.