Guilherme Macalossi

28/11/2016 às 17:04 - Atualizado em 28/11/2016 às 17:10

Bibliografia mínima sobre a tragédia comunista em Cuba

Muito do que é dito por ai sobre Cuba não passa de propaganda pautada pelo próprio regime por meio de seus esbirros na imprensa ocidental. A verdade é que Fidel Castro e sua pletora de seguidores sempre contou com farto serviço de relações públicas ofertado gratuitamente pelos meios de comunicação, pelas celebridades e pela academia. Para fugir da hegemonia, é sempre bom recorrer a algumas leituras de livros. Me permito citar alguns que conjugem leitura fácil e informações fidedignas:

Cuba, a tragédia da utopia - Livro de autoria do escritor Percival Puggina, que faz um relato de sua viagem a ilha prisão de Fidel Castro e seu contato com os seus opositores.

A ilha roubada - Depoimento da professora e blogueira cubana Yoani Sánchez ao jornalista brasileiro Sandro Vaia sobre o cotidiano da população submetida aos controles de um regime ditatorial.

Fidel: o tirano mais amado do mundo - O jornalista e comentarista político Humberto Fontova desnuda o mito de Fidel Castro que erigido pela midia mainstream e pela academia.

A face oculta de Fidel Castro - O relato de Juan Reinaldo Sánchez, guarda-costas particular de Fidel, mostra a vida de luxo e ostentação de um falso defensor dos pobres.

O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram - Também de Humberto Fontova, esse livro é um relato da influência perversa de um dos principais e mais sanguinários aliados de Fidel Castro

Os dois primeiros são difícieis de achar, mas os outros três continuam em catálogo e podem ser úteis se você for uma pobre vítima da mistificação difundida por ai.



 

28/11/2016 às 16:34

Eu comemorei a morte de Fidel Castro

Tão logo se deu a notícia da morte de Fidel Castro, cubanos exilados na Flórida saíram nas cidades americanas comemorando o fim da vida tardio de que impôs a precipitação da vida de outros tantos. Ainda que distante, ainda que fora da realidade dessa gente, vibrei junto.

Veja só: Houve quem desaprovasse a atitude dos cubanos exilados, vendo na felicidade das vítimas a característica de seu algoz: o desprezo pela vida humana.

A verdade é que comemorar a morte de um genocida não tem nada errado. É uma reação de desafogo e de protesto daqueles que por ele foram profundamente afetados. Ou alguém ai condenaria um judeu por sorrir ao saber da morte de Hitler?

O pundonor farsesco dessa gente é apenas característico de uma época estranha, onde nos inserimos no contexto do império do relativismo moral. É absolutamente lícito, razoável e humano ficar feliz porque Castro, o assassino de centenas de milhares de cubanos, morreu. A psicopatia esta cabeça de quem lhe presta tributo com o luto.

28/11/2016 às 15:56 - Atualizado em 28/11/2016 às 16:03

Fidel Castro venceu e viu o comunismo dar certo, para ele

Fidel Castro morreu, mas seu legado moral continua vivo. E pode ser visto de forma bem nítida nas reações da comunidade internacional, no falatório dos bem pensantes e na cobertura da mídia. Humberto Fontova estava certo quando disse que ele era o tirano mais amado do mundo. Raras vezes tantos se comoveram diante da morte de um criminoso serial, de um psicopata imbuído de plenos poderes, de um genocida tão eficiente no seu controle político do terror que criou o regime totalitário mais longevo em atividade.

Durante o final de semana, vi muitas pessoas debochando que Fidel havia morrido sem ver o comunismo dar certo. Todas elas estão erradas, já que partem da perspectiva de que o comunismo se restringe a um mero sistema econômico. Ele não é. Sim, é verdade que os cubanos, assim como os chineses na época de Mao e os norte-coreanos até hoje, sofreram e sofrem com as privações inerentes a destruição da propriedade privada, a restrição de liberdades individuais, dentre outras condições fundamentais para o desenvolvimento. Só que esse é o resultado deliberado do comunismo, não um desvio, não um erro de conduta. Se há uma boa definição para ele é a seguinte: trata-se de uma arma de destruição em massa camuflada pelo idealismo bem intencionado.

E exatamente por resultar em tantas mortes, em tanta opressão e tanta miséria, é que ele dá certo. Contraposto a isso, na medida em que tantos sofrem, outros poucos se locupletam. Fidel Castro era um homem de posses, a começar pela ilha que passou a tratar como sua. Tinha uma fortuna, colhida a partir da exploração dos pobres operários que ele clamava defender.

Controle político total conjunto ao sucesso financeiro particular e admiração irrestrita de quem vivia bem longe de seus domínios. Morreu de velho, cercado por lacaios que seguirão seu legado de horror. Outros ditadores, como Mussolini, não tiveram sorte. O colega italiano terminou linchado pela população e exposto em praça pública pendurado em um poste.  Fidel, por outro lado, passou seus últimos dias em berço esplêndido, cercado por profissionais médicos de alto gabarito que lhe prestavam serviço particular em alguma mansão exclusiva.

Enquanto isso, seus conterrâneos empobrecidos eram obrigados a simular o luto oficial e a consternação fingida sob pena de verem cair sobre eles a fúria dos agentes da ditadura.  No resto do mundo, alheio a realidade dos cubanos, mas inserido na eficiência da máquina de propaganda esquerdista, os idiotas úteis, os criminosos intelectuais e os líderes covardes do mundo livre se irmanavam em um pesar deslumbrado que homenageava a desumanidade. Quem há de negar que Fidel venceu?

25/11/2016 às 18:03

O derretimento do governo Temer

Na edição de hoje, o Confronto, programa que ancoro na Rádio Sonora FM, tratou exclusivamente da crise política em Brasília, com a denúncia envolvendo o Ministro Geddel, as possíveis gravações feitas de falas do presidente Temer e também as discussões no Congresso sobre a chamada "anistia" dos crimes de Caixa 2. O diretor do portal Sul Connection, Eduardo Bisotto, participou comentando.

Confira a íntegra da edição:

24/11/2016 às 17:22

O ataque a honra do Sul Connection e um debate áspero sobre o pacote de Sartori

Transmissão ao vivo do Confronto na Rádio Sonora FM. Destaques da edição de hoje:

Editorial: Buzz Feed coloca Sul Connection em relação de sites que divulgam notícias falsas e menção repercute em diversos outros sites, incluindo uma rede de televisão.

Pauta Principal: Um áspero debate sobre o pacote de cortes estatais proposto pelo governo Sartori no Rio Grande do Sul com o petista Paulo Schneider e o advogado e publicitário Raphael Di Tommaso

Confira a íntegra:





 

Guilherme Macalossi é formado em direito pela UCS e estuda jornalismo na Unisinos. Além de editor do portal Sul Connection é apresentador do programa Confronto, na Rádio Sonora FM. Escreve para jornais locais, além de ser articulista do Instituto Liberal do Rio de Janeiro. É colaborador da agência Critério, Inteligência em Conteúdo.