Guilherme Macalossi

20/02/2017 às 16:35

O feminismo não é a causa das mulheres, é a causa das mulheres de esquerda

No passado, a busca pelos direitos da mulher no Ocidente foi uma causa justa. Entre os objetivos estava poder votar e ser votada. Avanços foram e vem sendo obtidos, de modo que as mulheres hoje estão cada vez mais ampliando seu espaço nos diversos setores da sociedade.

Quem perdeu com a ascensão natural da mulher foi o feminismo. O que é o feminismo hoje senão um pastiche ideológico? Que mulher esse grupo de fato representa? Mulheres querem trabalhar, querem formar ou não famílias, querem ganhar dinheiro, querem estudar. E assim, vejam que absurdo, também são os homens. Há diferenças? Por certo. Mas elas vêm sendo diminuídas e atenuadas no limite do possível, e no limite das diferenças que sempre se imporão entre pessoas de sexos diferentes.

O feminismo não é a causa das mulheres, é a causa das mulheres de esquerda. Aquelas que inoculadas de ideologia, algumas delas apenas umas fedelhas profundamente imaturas e ignorantes, saem por ai exercitando o vitimismo rasteiro. O seu alvo? A abstrata sociedade do patriarcado, que exerceria sua opressão por meio da imposição de condutas como vestir, comer e agir. Mas quem seriam seus pensadores e manipuladores? Seriam os homens. E quando escrevo “os homens” o faço naquele sentido genérico que serve de pau para toda obra.

No combate ao inimigo imaginário, elas buscam quebrar tabus, para usar a expressão que se consagrou no mundinho lindo dos politicamente corretos. Aparecem na frente de Igrejas balançando os seios, cultivam pelos nas axilas, jogam fora as maquiagens, não se importam com depilação, demonizam até mesmo o absorvente. E o fazem sempre naquele tom misândrico odiento. 

Em que isso ajuda as mulheres no geral? Aquelas que só querem produzir, serem boas mães e boas profissionais? Em nada. Mas ajuda muito na causa da esquerda em geral, que tem como objetivo denegrir as bases e os valores ocidentais. Bases e valores responsáveis por dar às mulheres mais liberdade do que em qualquer outro lugar do mundo e da história. 

08/12/2016 às 15:39

Renan Calheiros tem razão

Não há dúvidas de que o STF vive sua fase mais inglória. A razão é bem simples: a corte tem a pior composição de sua história, e vários de seus membros foram escolhidos para emporcalhá-la, prestando serviços ideológicos maquiados pelo juridiquês. De guardião do texto constitucional, o STF virou seu maior algoz.

Tão vexaminosa é a situação que, nessa semana, foi a Mesa diretora do Senado Federal que precisou mostrar a quanto descabida era a decisão do Ministro Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros da presidência da casa. Ao fazê-lo, de forma açodada, temerária e sem embasamento jurídico algum, Mello jogou a Justiça contra o Legislativo, abrindo caminho para uma verdadeira guerra institucional, se é que tal termo pode ser utilizado no Brasil.

Sim, nesse caso era Renan Calheiros quem tinha razão. A banana que ele deu para Mello despertou muita chiadeira, principalmente daqueles que argumentam, não se razão, que decisão judicial não se discute, se cumpre. E quando a decisão é flagrantemente ilegal? E quando a decisão, ao contrário de garantir a lei, conspurca as atribuições do Congresso, fere o regimento do próprio STF, ignora o que vai Constituição e não segue nem mesmo a legislação que regula como a própria decisão se dá? Porque era tudo isso o que a decisão de Mello era.

Aqui no Sul Connection, e também no Confronto, programa que ancoro na Rádio Sonora, argumentei que o Supremo Tribunal Federal estava querendo se transformar no Supremo Poder Federal.  Não é de longe. Na semana anterior, a primeira turma da corte decidiu que o aborto até a 3 mês de gestação é legal. Com base em que lei? É um mistério do universo.

Entre um Legislativo super poderoso e um Judiciário super poderoso, fico com o primeiro. Ao menos os políticos se submetem ao crivo do voto. Ministros do STF não. Tornou-se cada vez mais comum ver eles se arrogando prerrogativas que não são suas, estimulando o baguncismo e a insegurança jurídica. De Renan Calheiros não esperamos nada, mas do STF sim. É triste ter de concordar com uma das figuras políticas mais detestáveis e imorais da história política brasileira.

06/12/2016 às 14:18

O Supremo Tribunal Federal virou o Supremo Poder Federal

Ontem a noite, em meu perfil no Facebook, comentei o seguinte sobre a decisão de Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros da presidência do Senado:

Quem criticou o STF na semana passada por violar o Código Penal e a Constituição ao legalizar o aborto, não pode agora comemorar que esse mesmo STF volte a violar a Constituição para tirar Renan Calheiros da presidência do Senado. 

Explico:

Quem acompanhou meu programa de rádio na semana passada, sabe que fiz um duro editorial criticando a 1° turma do STF por ter, na prática, legalizado o aborto no país. Não, a decisão não é vinculante, mas cria uma jurisprudência que será muito utilizada. Na oportunidade, comentei também que, dada a composição e histórico de posicionamento dos ministros, o resultado do pleno da casa não seria diferente.

É bom deixar claro aqui: NÃO NA CONSTITUIÇÃO OU NAS LEIS PENAIS QUALQUER PERMISSÃO EXPLICITA DE ABORTO ATÉ O 3 MÊS DE GRAVIDEZ. A 1° turma do STF, entretanto, fez uma interpretação extensiva dos princípios constitucionais e disse que há. Estaria ali, inserido como um fantasma jurídico. Apenas nós, integrantes da classe ignara, não teríamos visto. Consultem os votos dos ministros, em especial o de Barroso. Os saltos triplos carpados hermenêuticos estão todos lá.

Bem, o que o STF fez foi passar por cima do Congresso. Em uma democracia saudável, a lei seria reformada para que assim fosse considerado legal abortar até o 3° mês de gestação. Seria o processo institucional correto. Mas não no Brasil dos ativistas judiciais progressistas. Se o Congresso não fez, e ao não fazer ele expressou uma decisão, o STF vai lá e faz.

Essa introdução para chegar no caso de Renan Calheiros. E não me interpretem mal, por favor. Renan Calheiros há muito deveria ter sido expelido da vida pública. Agora, não é dever nem atribuição do STF fazê-lo por meio do mesmo tipo de intromissão jurídica que fez no caso do aborto. E SE TRATA DA MESMA COISA.

NÃO HÁ NA CONSTITUIÇÃO OU EM QUALQUER LEI QUE O PRESIDENTE DO SENADO DEVE SER AFASTADO POR SE TORNAR RÉU. E não, estar na linha sucessória não basta. A Constituição afirma é que o presidente, E APENAS O PRESIDENTE, deixa o texto bastante claro, é que não poderá exercer o cargo sob a condição de réu. Se há um entendimento que pode ser feito dai é que seus substitutos eventuais não poderiam substituí-lo. No caso, Renan não poderia assumir a presidência da república. Esse é um raciocínio jurídico justo, já que amparado em uma lógica plausível presente no texto constitucional. 

Mas dai a afastá-lo da presidência do Senado? Sob qual lei? Sob lei nenhuma. Um julgamento similar, no caso de Eduardo Cunha, resultou na mesma decisão da corte. Vocês lembram? Os próprios ministros afirmaram na ocasião que não haviam amparo na lei para tanto. EIS QUE AGORA ELES VOLTAM A FAZER EXATAMENTE A MESMA COISA. É bem provável que a decisão, até agora tomada em caráter provisório pelo ministro relator, seja referendada pelos seus pares.

Ao que parece, o Supremo Tribunal Federal virou o Supremo Poder Federal, passando sem titubear por cima das competências alheias.  Agora com o aplauso dos indignados que, não sem razão, comemoram a queda de uma das figuras mais desprezíveis da histórica política recente do país. O preço que esta se pagando, entretanto, é altíssimo. Caminhamos para se tornar a primeira ditadura togada do mundo. 

Texto base do editorial do Confronto 06/12/2016

05/12/2016 às 23:14

O Confronto repercutiu a crença que Manuela D'Ávilla tem de que os soviéticos inventaram o celular

Destaques da edição de hoje do Confronto

- Editorial: No esforço de defender o tirano Fidel Castro, a deputada Manuela D'Àvilla canta as glórias do comunismo. Afirma inclusive que o celular foi desenvolvido pela URSS

- Pauta Principal:  O programa debateu as manifestações do dia 4 de dezembro que deram apoio a Lava Jato e pediram o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado.

Confira a íntegra:


 

05/12/2016 às 15:41 - Atualizado em 05/12/2016 às 15:46

Thomas Giulliano afirma que a pedagogia de Paulo Freire é sinônimo de tirania

Thomas Giulliano vem desenvolvendo um trabalho meritório no campo educacional. Um de seus cursos, sobre Paulo Freire, vai virar livro. A obra pretende desconstruir o mito que é considerado patrono da educação nacional. Para tanto, Giulliano convocou um time de craques, incluindo Percival Puggina e Clístenes Hafner Fernandes, que vão explorar as facetas de Paulo Freire, bem como sua influência em diversos campos.

Para viabilizar a obra, foi montada uma campanha de arrecadação de recursos e lançado um site oficial. Na entrevista que fiz com Giulliano, tratamos disso e de alguns aspectos do conteúdo do livro. 

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Confira a íntegra da entrevista:

Guilherme Macalossi é formado em direito pela UCS e estuda jornalismo na Unisinos. Além de editor do portal Sul Connection é apresentador do programa Confronto, na Rádio Sonora FM. Escreve para jornais locais, além de ser articulista do Instituto Liberal do Rio de Janeiro. É colaborador da agência Critério, Inteligência em Conteúdo.